Houve alturas na minha vida em que parecia viver num Castelo habitado por Reis e Princesas, e raras vezes…protegida por um doce Dragão. Foi para sempre que desejei ali ficar e por eles ser amparada e amada eternamente. Tal não aconteceu, visto que esse precioso castelo dantes cheio de firmeza e apoio, veio-se desmoronando dia após dia deixando-me sem amparo e amarra possível.
Foi então que para sempre desejei que me protegesses e que os teus olhos fitassem os meus com aquele brilho incomparável de quem, para sempre, me havia de aconchegar…todas as noites…sempre que o mar parecesse revoltar-se…
Foi para sempre que desejei que aquela melodia que saía das flautas que me fazias, me fizesse embalar num sonho encantado…e me fizesse sonhar que um dia o “Para sempre” seria o início dum belo despertar…
Foi também a sonhar que decidi ingenuamente que nunca terias a ousadia de partir…sem antes te despedires…sem antes eu acordar…
E agora que acordei fica comigo para dançar! Traçamos uma melodia, passo a passo a cada dia…com um brilho no olhar!
Foi para sempre que decidi que caminharias ao meu lado de mão dada, sempre que a vida se tornasse amarga para mim...Tão amarga como aquela erva azeda que comia quando era criança e que me fazia ficar com os lábios pálidos e secos enquanto tu olhavas para mim…e rias com os teus olhos doces enquanto me aconchegavas em Pensamento…
Foi para sempre que decidi que queria ser levada ao colo por ti quando a vida me fizesse cair mais vezes do que o previsto…
....…E porque o previsto não era o que eu aguardava…passei a vida aos trambolhões, alguns dos quais deixando até hoje alguns arranhões daqueles que possivelmente já não se curam com um beijinho.
Foi para sempre que desejei que aquele nosso pêndulo que me deste nos fizesse sempre nadar contra toda e qualquer maré e que pudéssemos acordar, depois de tanto remar, abraçados um ao outro.
Foi para sempre que desejei que aquele peão rolasse sem parar, e que com ele fossem fabricadas as nossas eternas gargalhadas.
.....Foste porque foste, e não porque queriam que fosses, o meu marinheiro de eleição, aquele que mesmo sem vestir farda me fez navegar nos mais maravilhosos sonhos…
.....És porque és, e não porque querem que sejas, o Cais onde me abriguei aquando daqueles vendavais que me deixaram trôpega…e sem forças para brincar.
.....Serás, porque serás sempre, aquele que mesmo não estando presente, conseguirá sempre iluminar-me o caminho...basta que para isso…haja um bocadinho de Céu por perto…
Adorei o que li, senti-me lá, como se costuma dizer...
ResponderEliminarCrescer, faz parte da vida, é sem abrigo que aprendemos a lidar com os males da vida.
É sem amparo que tropeçamos e nos erguemos depois de cada queda.
É com ajuda que compreendemos o que de melhor existe, aprendemos a esperar, a ter paciência, a nos protegermos, a atacarmos...
É assim que se constrói, aquilo a que chamamos, no senso comum, o ser humano...
Obrigada :)
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